Jorge Côrte Real defende a prestação de serviço em áreas carentes por concluintes da Rede Pública de Ensino

Brasília: A prestação de serviço voltou a ser discutida esta semana depois que a presidente Dilma Rousseff anunciou  a ampliação para oito anos a duração do curso de Medicina, sendo os dois últimos anos dedicados a trabalhos remunerados ao Sistema  Único de Saúde. O projeto de lei nº 1963, de autoria do deputado federal Jorge Corte Real (PTB-PE) apresentado em 2011, na câmara dos deputados, já sugeria a proposta.
A matéria propõe que o concluinte de qualquer curso de graduação em instituição publica de educação superior preste serviço social remunerado em qual quer localidade ou comunidade carente de profissionalismo. O PL Nº 1963/11 tramita na comissão de Seguridade Social e Família e, caso aprovado, vai beneficiar não só a área de saúde como sugere o Governo Federal, mas também a educação, mobilidade urbana, saneamento e planejamento etc.
De acordo com o parlamentar, o estado Brasileiro destina muitos recursos á formação superior, por meio das instituições públicas, que oferecem ensino gratuito, nos termos da Constituição Federal. ”E, portanto, socialmente justo que o Poder Público solicite desses beneficiários, uma contra partida que favoreça a implantação de politicas públicas voltadas apara os mais carentes e para redução das desigualdades”, alega o deputado.
A prestação de serviço social remunerada teria prazo determinado e salários equivalentes aos praticados no mercado de trabalho. ”A ideia é que o formando da instituição pública contribuía  com o Estado, antes de partir para o mercado de trabalho, que muitas vezes é o privado, na busca da realização de suas legitimas   aspirações individuais”, justifica Côrte Real, lembrando que a matéria trata apenas das instituições públicas, que são bancadas com recursos federais.
O deputado salienta que a iniciativa é necessária, para preencher uma lacuna que existe atualmente em diversos municípios brasileiros, que é a falta de mão- de- obra  qualificada para assumir postos de trabalho em áreas básicas como saúde e educação.
Fonte: Izabel Melo  assessora de Imprensa ;
Foto: Luiz Alves
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