TJPE determina retorno imediato de vereadores investigados à Câmara de Caruaru

O desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Fausto Campos, deferiu, nesta sexta-feira (17), o pedido liminar do mandado de segurança que havia sido requerido pela defesa dos parlamentares investigados na Operação Ponto Final. Com a decisão favorável do magistrado, fica determinado o retorno imediato dos 10 vereadores aos cargos legislativos na Câmara de Caruaru, no Agreste pernambucano.

Um ofício será enviado pelo TJPE ao presidente da Câmara, Leonardo Chaves (PSD), para que a medida seja cumprida. Retornam ao legislativo caruaruense os vereadores Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel e Val das Rendeiras (Pros), Val (DEM), Louro do Juá e Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (expulso do PPS), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Eles tinham sido afastados dos cargos, através de uma medida da Vara Cível, por 180 dias.
Devem deixar o legislativo da Capital do Agreste os suplentes Joel da Gráfica (DEM), Duda do Vassoural (DEM), Rosemary da Apodec (sem partido, mas disputou a eleição pelo DEM), Nino do Rap (DEM), Carlinhos da Ceaca (PPS), Tenente Tibúrcio (PMN), Rodrigues da Ceaca (PRTB), Alecrim (PSD), Jaécio Tenório (PP) e Pastor Carlos (PRB). Todos haviam sido empossados em 19 de dezembro do ano passado, um dia após a Operação Ponto Final ter sido deflagrada.
O CASO - A Operação Ponto Final foi deflagrada no início da manhã do dia 18 de dezembro do ano passado. Ao todo, 10 vereadores da Capital do Agreste foram presos e encaminhados à Penitenciária Juiz Plácido de Souza, em Caruaru, por suspeita de concussão, corrupção passiva e organização criminosa.

Foram presos e investigados pela polícia os vereadores Sivaldo Oliveira (PP), Cecílio Pedro (PTB), Pastor Jadiel e Val das Rendeiras (Pros), todos da base governista, e mais seis da oposição: Val (DEM), Louro do Juá e Eduardo Cantarelli (SDD), Jajá (expulso do PPS), Neto (PMN) e Evandro Silva (PMDB). Todos os parlamentares foram soltos no final de dezembro.
GRAVAÇÕES - O juiz da 4ª Vara, Pierre Souto Maior, também determinou o fim do sigilo do processo que investiga os vereadores, ao qual a imprensa teve acesso no final da tarde dessa quinta-feira. Entre outras coisas, os autos mostram gravações e filmagens dos suspeitos em conversas com interlocutores numa suposta negociação de propina para aprovação de projetos na Câmara do município.

Fonte NE
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