COPA DO MUNDO Turistas são alvo de campanha contra exploração sexual

Cartão postal do Recife e parada obrigatória para turistas que visitam o Estado durante a Copa do Mundo, a Praia de Boa Viagem será palco, nesta quinta-feira (26), de ação da campanha internacional “Não Desvie o olhar”, coordenada no Brasil pelo Conselho Nacional do Sesi. A iniciativa quer sensibilizar estrangeiros e brasileiros contra a exploração sexual de crianças e adolescentes durante o Mundial, incentivando a denúncia do crime através do Disque 100. Das 9h às 11h, cerca de 50 jovens atendidos no programa de reinserção social do Sesi, o ViraVida, farão panfletagem e conversarão com os banhistas sobre o problema.
“Queremos sensibilizar a sociedade para proteção dos direitos das crianças e adolescentes e, ao mesmo tempo, alertar os turistas nacionais e estrangeiros sobre o crime e as consequências judiciais que sofrerão no Brasil, e em seus países de origem, caso se envolvam com a exploração sexual de jovens”, explica a coordenadora do programa ViraVida em Pernambuco, Giselle Soares..
Campanha - A campanha “Não Desvie o olhar” está sendo realizada nas 12 cidades-sede da Copa, e conta com a parceria do governo federal, de governos estaduais, prefeituras, iniciativa privada, veículos de comunicação, artistas, atores públicos e sociedade civil.  As ações têm sido realizadas em aeronaves, aeroportos e hotéis, passando por táxis, bares e restaurantes, os percursos mais percorridos pelos turistas. Além do Brasil,  16 países europeus também são alvos da campanha, com aporte de recursos da União Europeia (UE): França, Holanda, Alemanha, Polônia, Luxemburgo, Suíça, Bulgária, Bélgica, Ucrânia, Espanha, Romênia, República Tcheca, Reino Unido, Estônia, Itália e Áustria.
ViraVida-  Desenvolvido desde 2009 em Pernambuco, o programa do Sesi já beneficiou mais de 200 jovens com histórico de exploração sexual através de cursos profissionalizantes, reforço escolar e atendimento psicossocial. Cento e quatorze deles foram encaminhados para programas de aprendizagens, quatro para estágio, 83 trabalham com vínculo formal e sete abriram o próprio negócio.​ Atualmente, a iniciativa atende 100 jovens em situação de vulnerabilidade social.



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