Brasil, a pior derrota de todos os tempos.

Explicar o inexplicável é muito complicado, foi com essa frase que o goleiro Júlio Cezar  iniciou sua breve entrevista ao repórter Tino Marcos na saída do gramado no Mineirão enquanto as câmaras da rede globo giravam pelo estádio mostrando a dor e o choro de cada um dos torcedores ali presentes que tiveram o desprazer de assistir a pior de todas as derrotas da seleção Brasileira em todos os tempos.
Uma tarde que irá entrar para história e que certamente ninguém vai esquecer até mesmo por que quando todas as fichas apostadas pro milhões de Brasileiros indicavam o favoritismo da Seleção Brasileira jogando em casa no país que tem a fama de país do futebol.
Para muitos heróis enquanto ganhavam os jogos, para outros vilões que proporcionaram o maior dos pesadelos para nação verde e amarela que estavam acostumadas a ver a seleção vencer, vencer e vencer.
Fragilizados pelo fracasso em campo por que não estavam preparados para enfrentar para enfrentar a Alemanha, para cada jogador restou apenas as lágrimas e os pedidos de desculpas enquanto Felipão assumiu a culpa pelo erro cometido na hora da escalação de um time  que se tornou na maior catástrofe vivenciada no pais sede da copa.     E sem o drama de 64 anos atrás, quando perdeu de virada para o Uruguai. Agora, o carrasco foi a Alemanha, que massacrou o time de Luiz Felipe Scolari por 7 a 1, na pior derrota da história da seleção brasileira. Foram cinco gols apenas nos 29 minutos iniciais, em um confronto que mais parecia um duelo entre profissionais e jogadores amadores, dada a disparidade técnica, física e tática. Em 1950, a culpa quase toda caiu no goleiro Barbosa, por uma falha discutível. Agora, não faltam responsáveis por tamanho vexame, e vai soar ridículo colocar toda a culpa nos desfalques do lesionado Neymar e do suspenso Thiago Silva.Felipão montou um time que arma seu jogo com chutões de zagueiros, sem variações táticas e que ainda apela às faltas para marcar o rival. Ele e seu coordenador, Carlos Alberto Parreira, pressionaram ainda mais os jogadores ao dizerem que o Brasil já estava "com uma mão na taça" antes e durante o Mundial.
A humilhação não tinha fim. Aos 34min, Schuerrle chutou cruzado para marcar o sétimo. O Mineirão, que poupava Felipão dos xingamentos, resolveu aplaudir. E começou a gritar olé nas trocas de bola dos alemães. Alguns ainda comemoraram o gol de honra dos brasileiros, aos 45min, com Oscar.A seleção brasileira embarca ainda nesta terça-feira para Teresópolis, sua base de treinos durante toda a Copa do Mundo. Deve ficar lá até sexta-feira, quando viaja para Brasília, palco da disputa do terceiro lugar. Os alemães também retornam hoje para sua casa durante o Mundial, no litoral da Bahia.

Foto Rede Globo


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