Ministro do PSB decide até quarta se entrega o cargo

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho (PSB-PE), enviou mensagem a seus correligionários nesta segunda-feira (22), informando que quer consultar as bancadas do partido na Câmara e no Senado antes de definir se entregará ou não o cargo.
O ministro esteve com o presidente Michel Temer tanto no sábado (20), quando disse que não entregaria o cargo, como no domingo (21). Os encontros aconteceram após a cúpula do PSB pedir a renúncia do peemedebista, mas não ter se pronunciado oficialmente sobre a entrega do cargo.
As reuniões com as bancadas do PSB na Câmara e no Senado acontecem amanhã e quarta-feira (24), respectivamente.
"O mais fácil e mais cômodo, sem dúvida nenhuma, seria entregar o cargo o quanto antes. Porém, os meus princípios me afastam da comodidade da covardia e me fazem ter a necessária consideração e respeito com as pessoas que me prestaram sua total confiança, incluindo, logicamente, a bancada do meu partido, com quem irei debater minha situação antes de qualquer posicionamento definitivo", afirma o ministro.
"Tendo em vista a reunião da bancada na Câmara Federal amanhã e a do Senado na quarta, aguardarei a realização das duas reuniões para final avaliação", diz Fernando Filho na mensagem.
O governo contabiliza ter 14 ou 15 votos dos 35 integrantes da bancada. A ala pró-governo do partido tem uma reunião nesta segunda-feira. O Palácio do Planalto tem procurado minimizar as deserções na base, mas já sentiu o impacto da crise sobre os aliados neste domingo, quando Temer se viu obrigado a transformar um jantar no Palácio da Alvorada em uma reunião informal, devido ao baixo quórum.
Além da possibilidade de Fernando Filho entregar seu ministério nesta semana, o governo pode ver a saída de seu principal aliado, o PSDB. Os tucanos aguardam a sessão de quarta-feira do STF (Supremo Tribunal Federal), quando o plenário decidirá sobre o pedido feito por Temer para suspender o inquérito aberto contra ele por corrupção passiva, obstrução de Justiça e formação de organização criminosa.
O PSDB do Rio de Janeiro, com apenas um deputado federal, pediu a renúncia de Temer no fim de semana.
A expectativa é de que um eventual desembarque do PSDB tenha a saída do DEM como consequência imediata, apesar dos esforços do presidente da legenda, senador Agripino Maia (RN), e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumiria a Presidência da República caso Temer deixe o cargo.
No PPS, partido que entregou o Ministério da Cultura, mas manteve-se no Ministério da Defesa, o governo conta com três dos nove deputados.
Segundo dois auxiliares do presidente ouvidos pela reportagem, o Podemos (ex-PTN), que também havia rebelado publicamente, acalmou-se com a manutenção de seus cargos na Funasa (Fundação Nacional de Saúde) e deve manter o apoio de seus 13 deputados.
Esses auxiliares dizem que a legenda vai se manter no governo, apesar de ter se declarado independente para receber os senadores Álvaro Dias (PV-PR) e Romário (PSB-RJ).
Fonte: Blog do Magno
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