Numa tarde bem tristonha, gado muge sem parar, lamentando seu vaqueiro Bizunga que não vem mais aboiar.


Quando Luís Gonzaga, o rei do baião  sentou- se em sua mesa , mesmo sem  ter o conhecimento de que em Buíque no agreste do estado, existia  Manuel Aciole Neto, (Seu Bizunga) ele não imaginava que  ao escrever a letra da musica  a Morte do Vaqueiro, anos depois , esta tão cantada letra  serviria de um hino para  familiares acompanhados de centenas de amigos  dar seu último adeus a um dos filhos mais ilustres que mais soube representar a cultura nordestina por onde andou, e que faleceu nesta tarde de quinta feira -15 de junho no Hospital Regional de Arcoverde, onde estava internado.

Numa  tarde bem tristonha, gado muge sem parar, lamentando seu vaqueiro, que não vem  mais aboiar.

Bom vaqueiro Nordestino, Bizunga  morre sem levar nem  um tostão, o seu nome  jamais será esquecido  nas quebradas do sertão.

Mestre na arte de contar suas historias, sem muito  ter estudado dava  lições aos mestrados como se fosse um  velho professor de historias,  uma vida dedicada a sua família, assim foram 84 anos vividos a cada minuto como se fosse o ultimo de sua vida.
Como faz parte da historia do município de Buíque, Seu Bizunga deixa  um legado junto com toda uma admiração daqueles que assim como sua família, tiveram o privilégio de um dia estar ao seu lado.

Em meio a tristeza e dor, o corpo de Seu Bizunga será velado em sua residência e depois será    enterrado  na Vila de São Domingos, onde  por  toda sua vida esteve presente conquistando a todos pela  alegria de viver.





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