O preço da falta de clientes no comércio de Buíque que está prestes a entrar em colapso


Ao longo dos últimos meses,, têm-se sucedido as notícias sobre o desaparecimento  dos clientes no comércio local,  como é consabido, a situação do comércio tradicional é dramática não só em Buíque , como em muitas outras Cidades do interior.

Muitos dirão, de forma simplista, que as dificuldades do momento presente implicam uma drástica diminuição do poder de compra e que, por isso, o comércio e os comerciantes são naturalmente atingidos pela crise promovida pela falta  de emprego, da reabertura do banco do Brasil, que sem dinheiro em seus caixas eletrônicos contribuem para que  seus correntistas  viagem 25 km ate Arcoverde para sacar  dinheiro e por lá mesmo deixar.   

De fato, é inegável que a crise e a falta de circulação de dinheiro  continua afetando a vida dos proprietários de lojas, das maiores as menores, entretanto continua sendo   naturalmente dizer que  o comércio não poderá sobreviver com a falta de seus clientes que sem nem uma perspectiva de empregos, não se arriscam em comprar produtos que não sejam de extrema necessidade como  por exemplos, alimentos, remédios e combustível .  

Desde logo, o colapso do comércio tradicional radica, muitas das vezes, na própria gestão “tradicional” destes estabelecimentos com errados processos de organização, fraca diversificação da oferta, dificuldades de competitividade derivadas de um comércio de “pequena escala”, ausência de divulgação e fraca promoção dos serviços são seguramente erros que condenaram muitos dos comerciantes “tradicionais” de Buíque e região que amargam  a falta de consumidores  que estão desaparecendo aos poucos  das lojas.

Infelizmente, em simultâneo com a afirmação da  falta de geração de emprego e renda á hegemonia das  lojas no  comércio tradicional foi perdendo o seu fulgor, que sofrem  com a inexistência de um conjunto de políticas públicas eficazes para atraírem e fixarem novos residentes e empresas num município que á abençoado pela natureza e possui um dos mais invejáveis lençóis freáticos  do estado.

Finalmente, é difícil olhar para as dificuldades  que o comércio está passando  e não se referir exemplos práticos de apostas erradas, como a falta de  oportunidades que não são dadas pela inexistência  de empresas estaladas dentro de um município que já ultrapassou dos 60 mil habitantes e tem a maior extensão rural da região.

Diante toda essa queda nas vendas  é possível construir o futuro  fazendo parecer   cada vez mais consensual para o  futuro de Buíque, entendendo  que  não pode assentar numa lógica meramente “construtiva” isso porque o  futuro exige a valorização das pessoas,  e uma busca inconstante  pela geração de  emprego e renda.  


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