Em 2020 tem um Buiquense nos jogos olímpicos de Tókio


Até 2016, ele competia em provas de até 15km. Com essas passadas e marcando bons resultados, não demorou em que o pernambucano Wellington Bezerra, o Cipó, entrasse na galeria da Confederação Brasileira de Atletismo. Ele surgiu vestindo a camisa do extinto Grêmio Recreativo Barueri, de lá foi para o Cruzeiro de Belo Horizonte. Sempre morando em Santana de Parnaíba, atualmente está sem clube, mas entre os principais do Brasil – tanto que agora festeja convocação da seleção para o Pan-americano de Lima, de 27 de julho a 10 de agosto, e entra em rota direta para os Jogos Olímpicos de Tóquio ano que vem.
Mas o parnaibano não vai para a meia-distância porque desde 2016 migrou para a maratona cujo percurso conta 42,195km. “Decidi me tornar maratonista pela chance de integrar a seleção brasileira e competir nos principais torneios internacionais”, revela o atleta, apontando para esse imediato Pan-americano. Sim, o planejamento dele bate certinho porque já faz parte do Time Brasil e viaja agora com a seleção para o Peru.
Motivação não falta para ele que tem como principal sonho, os Jogos Olímpicos de Tóquio. E para chegar lá, nos últimos três anos vem num treino intenso todos os dias pelos altos e baixos de Santana de Parnaíba – região com topografia tudo a ver para ele.
No Pan de Lima, Cipó cumpre a sexta maratona desde 2016. Hoje com 31 anos, está na idade e condição física perfeita para um maratonista. Em abril foi muito bem na Alemanha com 2h13m34s na prova de Hamburgo, resultado que o guindou entre os primeiros do ranking. Antes disso e também na Alemanha, teve a Maratona de Berlim, Cipó surpreendeu com 2h13m43s, sendo que essa é a prova de maratona mais veloz do mundo. Sim, o garoto figura entre os principais feras do planeta.
Cipó surgiu defendendo o extinto Grêmio Recreativo Barueri. 
Como o atletismo profissional foi desativado lá, não demorou para surgir um grande clube que foi o Cruzeiro de Belo Horizonte. Com a camisa azul, Cipó foi marcando pódios e também presença na Corrida Internacional de São Silvestre. Mas após a última edição dessa tradicional prova paulistana, o Cruzeiro fechou as portas para o atletismo e Cipó voltou a viver o despejo. “Desde o início do ano venho num trabalho solo”, lamenta. Para não perder a qualidade e a eficiência nos treinos, nas horas vagas ele vai em busca de parcerias. Graças aos bons contatos ele tem amigos fisioterapeutas e até um estúdio de pilates para reforço físico; ele conseguiu apoio de uma marca de suplementos e esse conjunto de colaboradores é que o mantém no topo. “Patrocínio oficial mesmo, estou zerado”, ressalta.Mas essa dureza pode estar acabando porque há um clube interessado, notícia que vem de Pernambuco, terra de origem do nosso herói. A Associação Petrolinense de Atletismo conversa com Cipó e as negociações avançam para que ele seja abraçado pela bolsa esportiva do governo estadual. Então o Correio Paulista pergunta se ele está deixando Santana de Parnaíba, ao que ele responde com um não bem expressivo, que esse apoio de Pernambuco não o obriga a se mudar por seguir o mesmo padrão profissional do Cruzeiro – quando fechou com o clube de Belo Horizonte não precisou deixar São Paulo. No fim do mês veste a camisa do Brasil na maratona do Pan de Lima em busca de qualificação olímpica, depois volta à Alemanha para cravar de vez as passadas rumo a Tóquio 2020.
Fonte: Correio Paulista

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