Volta de Lula ao jogo cai como uma bomba na disputa pelo Governo de Pernambuco

 A anulação das condenações do ex-presidente Lula, por decisão do ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), caiu como uma bomba também no cenário político pernambucano. A volta do petista ao jogo eleitoral após a canetada do magistrado mexe – e muito! – no tabuleiro da eleição de 2022, podendo, inclusive, mudar o rumo da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas para diversas forças políticas das bandas de cá.

De cara, o PT passa a ter mais clara a obrigatoriedade de lançar um nome ao Governo do Estado para dar palanque a Lula candidato a presidente pela sexta vez. A opção mais forte é o senador Humberto Costa, fiel aliado e ex-ministro da Saúde do petista. Como tem mandato até 2026, Humberto não ficaria na “chuva” em caso de derrota – ele já concorreu sem sucesso ao Campo das Princesas em 2002 e 2006.

Outro nome do PT é o da Deputada Federal Marília Arraes, rifada pelo partido de Lula em 2018 para que os petistas pudessem compor a chapa da Frente Popular, assegurando a reeleição de Humberto. Prestes a ser expulsa do PT por desobediência, contudo, é bem difícil que Marília passe a figurar na bolsa de apostas da legenda para a majoritária em 22. Ela deve mesmo é tentar a reeleição para a Câmara Federal por uma sigla do centro.

Ampliando o arco de forças, uma possível candidatura de Lula pode trazer de volta o PSB para uma aliança com o PT no plano nacional. O que implicaria fortemente em Pernambuco, com os petistas daqui indo para uma vaga – provavelmente a de vice – na chapa do ex-prefeito Geraldo Júlio ao Governo do Estado. Para além disso fala-se até na possibilidade do governador Paulo Câmara ser o vice de Lula numa aliança nacional mais à esquerda, agregando, além do PT e do PSB, outros partidos como o PSOL e o PCdoB (se esse não se fundir ao PSB). É aguardar para ver as cenas dos próximos capítulos.
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