Revelações do Vereador Sargento Brito revela o outro lado da politica do toma lá da cá que a maioria dos Arcoverdenses desconhecem

 Na noite de ontem, segunda-feira, 28 de junho a participar de mais uma reunião na Casa James Pacheco, O vereador Arcoverdense, Sargento Brito(PTC) usou de sinceridade e sem medo falou de parte do que ele sabe sobre nuances que levaram a eleição da Mesa Diretora da Casa James Pacheco. Pode ser que muitos pensem ou avaliem que a revelação do parlamentar seja o óbvio ululante do que normalmente acontece naquela Casa; mas a clareza de Brito foi inédita.

"Vou mostrar aqui como tudo se deu. Quem decidiu essa eleição foi João Taxista. Antes uma vereadora disse que não viria participar da eleição porque tinha levado uma topada. Mas depois apareceu. E o que vimos? Queriam jogar na mesa de João R$ 250 mil e a chave de uma Pajero Branca. Tô mentindo João?", perguntou Brito. Não ficou claro se esse episódio teria(ou não) influído para que os demais vereadores da oposição e "independentes" optassem por concluir a votação. O vereador também não explicitou quem queria jogar dinheiro na mesa de João e o que significa a "chave da Pajero".

Brito estava inconformado como as coisas se encaminharam. "Hoje eu estou escamuçando feito cavalo. Vamos mostrar a cara agora? Eu trouxe aqui até um óleo de peroba. É muita cara de pau. Aqui todos tem seus cargos. Foi acertado que cada um da situação teria 6 cargos na Casa. Eu disse que só aceitava se fosse por igual, que a oposição também tivesse o mesmo número. Esses cargos vou dizer prá que serve. Essas práticas aqui na Casa é antiga, certa vez uma ex-gestora tirou os cargos de Siqueirinha só porque ele divergiu dela", revelou Brito.

Segundo o parlamentar, toda discórdia começou quando da formatação do benefício social Supera Arcoverde. "Só porque João pediu vistas ao projeto o prefeito interino Siqueirinha foi para as redes sociais falar mal de João e ainda por cima disse que tiraria os seis cargos de João e depois tiraria os cargos de Luiza. Ô coisa feia jogar o povo contra o próprio colega. Então eu disse: se for para tirar os cargos de João, tire os meus também", afirmou Brito.

Brito continuou sua metralhadora giratória. "O povo de Arcoverde precisa saber que tem parlamentar aqui que não bota o pé no gabinete um dia sequer, mas no dia da eleição da Casa chega todo perfumado e bonitinho. Quero dizer também que esse grupo se rompeu no momento em que acordos foram rompidos, dos seis vereadores só quem não aceitou foi Siqueirinha. O acordo que presenciei foi - o primeiro biênio seria do atual presidente e o segundo seria de Luciano. Eu disse até Siqueirinha - vamos deixar a Justiça resolver. Me pergunto: Como vou virar as costas para um governo que ajudei eleger? Essas coisas constrangem muito. Ninguém é menino não; foi caminhão de intriga tudo feito na hora errada", desabafou Brito.

Siqueirinha rebateu. "Até gostei do que Brito disse. Na verdade, ele diz só o que convém a ele. Porque ele não conta que esteve na prefeitura enquanto fui Prefeito com João Taxista me coagir por colocações de pessoas porque senão romperia com o governo caso eu não lhe desse cargos. Agora chega aqui e a primeira coisa que fala é em cargos. Porque não fala do que aconteceu na votação do Supera? Pois eu devolvo seu óleo de pérola, Brito vc vai precisar. Não fiz eleição na surdina", disse Siqueirinha. Depois Siqueirinha pediu que retirasse o termo "coagir" do seu pronunciamento.

O embate continuou. E Brito parecia decidido. "Não sou de mentir, nem de jogar ninguém contra ninguém. Essa Casa devia se chamar a casa da intriga e do fuxico. Não nego que consegui uns carguinhos para o pessoal tipo vigia e porteiro. Quando eu estava na tribuna até me chamar de pau mandado chamaram. Só acho que certas práticas da Câmara é um tapa na cara da sociedade de Arcoverde. Acho até que essa Casa não acomoda essa quantidade de cargos. Temos de brigar menos e fazer mais pelo povo", finalizou Brito.

Fonte : Muriê Moraes de Melo

 

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