Sem apoio de Bolsonaro, Miguel Coelho pode não se viabilizar para governador

A preferência de Jair Bolsonaro pelo ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, e pela deputada estadual Clarissa Tércio para a disputa majoritária em Pernambuco, no ano que vem, pode sepultar as chances de vitória de outro aliado do presidente que se coloca na disputa. Sem a chancela de Bolsonaro nem seu apoio político, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, pode ficar pelo caminho na corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

Com uma gestão modelo na sua cidade, cheio de coisa boa para mostrar – muito disso em decorrência da boa vontade financeira do Governo Federal, Miguel precisa que esse apoio se mantenha até a eleição. O prefeito de Petrolina precisa contar até 2022 com os recursos da administração Bolsonaro para tirar mais obras e ações do papel, se viabilizando, assim, como um nome forte para enfrentar a máquina eleitoral do PSB nas urnas.

Pesa contra Miguel Coelho o distanciamento que Bolsonaro vem mantendo do seu pai e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, alvo de várias denúncias de envolvimento em corrupção; a mais nova delas, remontando à época em que ele era ministro da Integração Nacional de Dilma Rousseff. Quanto mais fraco FBC estiver, mais fraca a candidatura do seu filho; tanto do ponto de vista financeiro, quanto do político. Portanto, contar com Bolsonaro, mesmo o presidente combalido, é fundamental para as pretensões do sertanejo.

Além disso, focando na questão política, um não-apoio de Bolsonaro ao prefeito de Petrolina o transformaria em uma espécie de terceira via estadual. Miguel ficaria no meio do caminho entre o candidato bolsonarista – Gilson Neto ou Clarissa Tércio – e o postulante com o endosso do ex-presidente Lula, que, provavelmente, será o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, em uma reedição do casamento PSB/PT em Pernambuco. Historicamente, já está mais do que provado que terceira via não cola por essas bandas.

Fonte: Fala PE

 

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