Criado para conter os efeitos econômicos da pandemia,medida provisória e entregue a Arthur Lira pelo próprio presidente Bolsonaro


 O presidente Jair Bolsonaro entregou, ontem, ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), a Medida Provisória do novo Bolsa Família. O chefe do Executivo foi a pé do Palácio do Planalto até o Congresso Nacional. Estava ao lado dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Luiz Eduardo (Secretaria Geral) e Augusto Heleno (GSI). Os textos da medida provisória e da PEC ainda não foram publicados no Diário Oficial da União e não igualmente não divulgados pelo Executivo.

Na caminhada para a Câmara, Bolsonaro afirmou a jornalistas que o Auxílio Brasil — novo nome do programa que englobará o Bolsa Família — deve ter reajuste de no mínimo 50%. “Um pouquinho mais”, disse. O presidente insistiu inicialmente para que o valor do benefício chegasse a R$ 400, mas a equipe econômica já o tinha informado sobre a impossibilidade de se atingir o montante e trabalhava com a perspectiva de R$ 300. Um valor mais alto tem sido considerado como crucial para a reeleição de Bolsonaro no ano que vem.

O programa social que irá incorporar o Bolsa Família terá aumento de pelo menos 10% no número de famílias atendidas, de acordo com o ministro João Roma (Cidadania). Segundo ele, a iniciativa, que passará a ser chamada de Auxílio Brasil, terá ao menos 16 milhões de famílias contempladas ante os 14,6 milhões de hoje. Roma foi ao Congresso, ontem, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, entregar a Medida Provisória com as novas regras. O texto não estipula valores. Mas tudo deve ser definido pelo Legislativo até o final de setembro, avalia o ministro. O Governo corre para aprovar a proposta com o objetivo de contemplar a população de baixa renda que ficará sem o auxílio emergencial em novembro, quando acaba de ser paga a última parcela do benefício – criado para conter os efeitos econômicos da pandemia.

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