Patinho feio da oposição, Anderson Ferreira não tem padrinhos fortes o apoiando para governador de Pernambuco

Todo e qualquer candidato a governador precisa de uma base de apoio forte e nomes de peso pedindo voto para ele; os chamados padrinhos políticos. Na oposição pernambucana, das três pré-candidaturas postas ao Palácio do Campo das Princesas, duas têm em seu arco de apoiadores quadros representativos, tanto em nível estadual, quanto no nacional.

É o caso do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que tem no pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, o grande articulador da sua pré-candidatura. O jovem gestor também conta com a chancela do presidente Jair Bolsonaro, que, mesmo sem dizer abertamente, autorizou seus ministros a regarem Petrolina de recursos federais para Miguel brilhar como prefeito, tirando do papel obras e mais obras; e transformando sua administração em um modelo.

De Caruaru, a prefeita e pré-candidata Raquel Lyra já parte com o apoio declarado do ex-senador Armando Monteiro Neto, que, mesmo perdendo as duas últimas eleições para governador, ainda é um nome forte no estado, sobretudo, quando se trata de oposição ao PSB. Raquel também contará com o endosso de quem quer que seja o candidato a presidente do PSDB. Estão no páreo os governadores João Dória (SP) e Eduardo Leite (RS), e o senador Tasso Jereissati (CE).

O problema está no terceiro pré-candidato a governador oposicionista: o prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, que não tem ninguém de peso fora do seu grupo político o apoiando. Sequer uma liderança estadual acenou para o Ferreira. Uma nacional, muito menos. Nem os evangélicos, tradicional base do político, o querem como postulante ao Palácio. E largar assim em uma disputa difícil contra a poderosa máquina do PSB já é de cara muito desanimador. Vamos ver se Anderson chega até o final desta corrida.

Fonte: Fala PE

 

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